Confesso que sinto sua falta de vez em quando, eu achava suficiente tudo que tinha de ti, sem saber que nada daquilo me bastava. Até perceber que nunca foi você. Eu estava ali me achando inferior a tudo, seus amigos, sua vida, e até mesmo sua família. Você me tratava como alguém que sempre estaria ali, então você me pisava, e eu ainda assim dizia que aquilo era amor. Eu sei, fui cega, até o momento que finalmente pude ver, foi como um daquele milagres dignos de palmas. Eu larguei tudo, absolutamente tudo. Os amigos que eu achei que tinha graças a você se foram, os passeios legais já nem eram tão legais. Eu comecei a perceber que amor é uma via que se não for seguida pelos dois com os mesmos propósitos acaba sendo uma coisa inserta e foi exatamente o que aconteceu. Mas ainda assim te amei, e deixar você foi uma das coisas mais difíceis que fiz em toda minha vida, estávamos nessa por tantos anos, que feridas enormes ficaram, e acredite as marcas seram eternas. Talvez um dia, quando eu lembrar de você nenhuma lágrima brote dos meus olhos, talvez um dia não machuque mais como machuca agora. Superar alguém nem sempre é fácil. A gente aprende a viver sem ouvir a voz, sem sentir o cheiro. Mas as lembranças, elas são as que ficam eternizadas e são elas que nos destrói de vez em quando. Eu quero que saiba que pra sempre vai existir um pedacinho seu aqui comigo, mas também quero que saiba que todo o espaço que você não soube preencher outro alguém o fez.
Julyane Oliveira.
“Eu vivo como se estivesse tudo bem, mas eu já me perdi há muito tempo.”— Clamaste.
caos-perfeito-deactivated202204:
Tentei curar suas feridas, enquanto as minhas sangravam.
meu dom é abstrato.
“O mais difícil em ter te perdido, é saber que você me tinha tão fácil.”— Pedro Pinheiro.
Ser intensa
Ser tudo ou ser nada cansa
Porque tudo, tudo sempre acaba
Ser intensa é ser prisioneira
Do nada
“Eu percebi que a pessoa não ter a mesma empatia que você tem com ela, não significa que não te ame. Apenas que ela não é igual á você. E quanto antes entender isso, melhor. Assim corre o risco de se decepcionar menos.”— Beatriz Goulart.


